A reabilitação neurológica no norte do Paraná tem na rede NeuroReadaptar quatro unidades, em Maringá, Arapongas, Loanda e Colorado, com avaliação inicial, plano terapêutico individual e equipe transdisciplinar para crianças, adolescentes e adultos.
A reabilitação neurológica no norte do Paraná costuma começar por uma pergunta prática, que é onde existe atendimento perto de casa, com equipe completa, sem viagem toda semana. Quem chega até aqui geralmente já tem um pedido médico em mãos ou já passou por outros serviços.
Nós somos a NeuroReadaptar, uma rede de reabilitação neurológica e desenvolvimento humano que nasceu em Maringá em 2016 e hoje atende também em Arapongas, Loanda e Colorado. Neste guia, mostramos quais cidades cada unidade recebe, como funciona a avaliação, como o plano é montado e acompanhado, e o que considerar sobre convênio e atendimento particular.
Onde fazer reabilitação neurológica no norte do Paraná?
Na região noroeste e norte do Paraná, a rede NeuroReadaptar oferece reabilitação neurológica em quatro unidades, Maringá, Arapongas, Loanda e Colorado, e recebe famílias de mais de vinte municípios ao redor. Todas seguem o mesmo princípio de trabalho: avaliação individual, plano terapêutico próprio e acompanhamento por uma equipe transdisciplinar integrada.
Reabilitação neurológica é o conjunto de terapias que ajuda a pessoa a ganhar ou recuperar funções afetadas por uma condição do sistema nervoso, como andar, falar, comer, aprender e se organizar na rotina. Ela atende tanto a criança com atraso no desenvolvimento quanto o adulto que teve um AVC.
A escolha da unidade costuma seguir um critério simples, que é a distância de casa. Reabilitação pede frequência, e a unidade mais próxima tende a ser a que a família consegue sustentar ao longo dos meses.
A página de unidades da NeuroReadaptar reúne mapa, endereço e contato de cada endereço da rede. Logo abaixo, organizamos as mesmas informações em formato de consulta rápida.
Quais cidades cada unidade atende?

Cada unidade recebe pacientes da própria cidade e de municípios vizinhos. A tabela resume o endereço, o telefone e as cidades que mais procuram cada unidade.
| Unidade | Endereço | Telefone | Cidades atendidas na região |
| Maringá (matriz) | Av. Cerro Azul, 2.735, Jd. Novo Horizonte | (44) 99874-7920 | Maringá, Sarandi, Paiçandu, Marialva, Mandaguari, Nova Esperança, Cianorte e Campo Mourão |
| Arapongas | Rua das Rolinhas, 926, Centro | (43) 98862-7575 | Arapongas, Apucarana, Rolândia, Londrina, Cambé, Astorga e Sabáudia |
| Loanda | Av. Brasil, 1.672A, Centro | (44) 99829-5666 | Loanda, Paranavaí, Nova Londrina, Querência do Norte e Santa Isabel do Ivaí |
| Colorado | Rua Santa Maria, 30, Jd. Santa Clara | (44) 99129-7999 | Colorado, Santo Inácio e Itaguajé |
Para cada cidade-sede, há um guia próprio com mais detalhes sobre o atendimento local:
- O guia da clínica de reabilitação neurológica em Maringá explica a estrutura da matriz e os casos mais acompanhados por lá.
- O guia da clínica de reabilitação neurológica em Arapongas aborda o atendimento por convênio, que é predominante nessa unidade.
- O guia da clínica de reabilitação neurológica em Loanda mostra como funciona o processo para famílias do extremo noroeste.
- O guia da clínica de reabilitação neurológica em Colorado trata do acompanhamento contínuo em uma cidade de menor porte.
O que é igual nas quatro unidades?
O método de trabalho não muda de uma cidade para outra. Toda família, em qualquer unidade, passa pelos mesmos três momentos:
- A avaliação inicial, em que a equipe entende a queixa, o histórico e o momento de vida do paciente.
- O plano terapêutico individual, que define objetivos, especialidades envolvidas e frequência das sessões.
- O acompanhamento com reavaliações, em que a evolução é medida e o plano é ajustado quando necessário.
O que pode variar é a agenda de especialidades de cada endereço, e por isso orientamos sempre confirmar com a unidade antes de agendar. Assim, a família não se desloca à toa.
O que é reabilitação neurológica e para quem ela é indicada?
Reabilitação neurológica é o acompanhamento terapêutico de pessoas com alterações no cérebro, na medula ou nos nervos, com o objetivo de favorecer funcionalidade e autonomia no dia a dia. Ela é indicada para crianças com atrasos ou transtornos do desenvolvimento e para adultos com sequelas de lesões ou doenças neurológicas.
A Organização Mundial da Saúde, na ficha sobre reabilitação publicada em 2024, estima que cerca de 2,4 bilhões de pessoas no mundo vivem com alguma condição de saúde que pode se beneficiar de reabilitação. A mesma ficha define reabilitação como um conjunto de intervenções voltadas a otimizar a funcionalidade e reduzir a incapacidade.
Na prática, o plano parte do que o diagnóstico afeta, porque duas crianças com o mesmo laudo podem ter dificuldades maiores em áreas diferentes, uma na fala e outra no equilíbrio.
Crianças e adolescentes em neurodesenvolvimento
Na infância, a reabilitação neurológica acompanha quadros que interferem no desenvolvimento motor, na comunicação, no comportamento e na aprendizagem. Entre as condições mais frequentes na nossa rotina estão:
- Transtorno do espectro autista (TEA), com foco em crianças até por volta dos 9 anos.
- Paralisia cerebral e encefalopatia crônica da prematuridade, que afetam postura e movimento.
- Atraso no desenvolvimento motor ou de linguagem, quando a criança demora a sentar, andar ou falar.
- TDAH e dificuldades de aprendizagem, que aparecem com mais força na fase escolar.
- Síndromes genéticas, que costumam exigir acompanhamento de várias áreas ao mesmo tempo.
Nenhum desses sinais, isolado, fecha diagnóstico. Eles indicam que vale investigar com um profissional, e é a avaliação individual que define se há indicação de terapia e qual.
A prevalência estimada do autismo subiu nos últimos levantamentos. O relatório do CDC divulgado em abril de 2025, com dados de 2022, aponta prevalência de 1 em cada 31 crianças de 8 anos nos Estados Unidos. Famílias do norte do Paraná encontram um panorama do tema no guia sobre tratamento para autismo em Arapongas.
Para a investigação médica, a rede conta com neurologia pediátrica e genética médica. O guia sobre neurologista pediátrico em Colorado explica quando essa consulta costuma ser indicada e como ela conversa com as terapias.
Adultos após lesão ou doença neurológica
No adulto, a reabilitação neurológica busca recuperar ou preservar a autonomia depois de um evento como AVC, traumatismo cranioencefálico (TCE) ou lesão medular, e ao longo de doenças progressivas como Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla.
O objetivo aqui é diferente do da infância. A pessoa já sabia andar, falar e se cuidar sozinha, e o trabalho se concentra em reconquistar o que foi afetado e em adaptar a rotina ao que mudou.
A dimensão do AVC ajuda a entender por que esse grupo ocupa tanto espaço nas clínicas. A ficha da OMS sobre AVC, com dados de 2021, registra 93,8 milhões de casos no mundo e 11,9 milhões de casos novos naquele ano. O guia de reabilitação pós-AVC em Maringá detalha as etapas desse acompanhamento.
Nas doenças progressivas, os objetivos são revistos com mais frequência, porque a condição muda com o tempo e o plano precisa acompanhar essa mudança.
Comportamento, aprendizagem e saúde mental
A rede também atende condições que não aparecem em exame de imagem, mas pesam no cotidiano da família. Entram aqui o transtorno opositor desafiador (TOD), o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), a ansiedade, a depressão e as dificuldades escolares.
Nesses casos, psicoterapia, psicopedagogia e terapia ocupacional costumam trabalhar em conjunto, porque uma criança que não consegue ficar sentada na sala de aula pode ter, ao mesmo tempo, questões sensoriais, de atenção e emocionais. Separar essas frentes em serviços diferentes tende a gerar orientações que não conversam entre si.
Por que a distância de casa pesa tanto na reabilitação?
A distância pesa porque reabilitação neurológica depende de frequência e continuidade, e uma rotina que exige longas viagens semanais tende a ser interrompida antes do tempo. Tratar perto de casa aumenta a chance de a família sustentar o plano pelo período necessário.
Esse é o motivo de a rede existir em quatro cidades. As cidades-sede somam, pelo Censo 2022 do IBGE, 409.657 habitantes em Maringá, 119.138 em Arapongas, 23.225 em Loanda e 22.896 em Colorado, e cada uma funciona como referência para municípios vizinhos.
Frequência das sessões e continuidade

A frequência é parte do tratamento, não um detalhe de agenda. O cérebro reorganiza funções por repetição, num processo chamado neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso de criar e fortalecer conexões a partir da experiência.
Quando a sessão é semanal ou mais frequente, cada encontro retoma o ponto em que o anterior parou. Quando a família falta duas semanas seguidas por causa da estrada, do horário de trabalho ou do cansaço, parte desse ritmo se perde e o plano precisa ser recalibrado.
No AVC, o tempo também conta desde o início. A ficha da OMS sobre AVC orienta que a reabilitação comece assim que a pessoa estiver clinicamente estável, idealmente nos primeiros dias. Para quem mora longe dos grandes centros, ter uma unidade na própria região encurta esse caminho.
A rotina da família entre uma sessão e outra
Boa parte da reabilitação acontece fora da clínica. O que a criança treina na sessão precisa aparecer em casa, na escola e nas refeições, e o mesmo vale para o adulto que reaprende a se vestir ou a usar talheres.
Por isso a equipe orienta a família sobre como repetir estratégias no dia a dia. Uma família que passa três horas na estrada a cada atendimento chega em casa sem energia para essa parte, que é justamente a que dá sequência ao trabalho feito na sessão.
Quais especialidades e métodos fazem parte da rede?
A rede NeuroReadaptar reúne fisioterapia neurológica, fonoaudiologia, terapia ocupacional, neuromodulação não invasiva, psicopedagogia, psicoterapia, psicomotricidade, terapia nutricional, musicoterapia, massoterapia, terapia integrativa e ABA com Modelo Denver, além de neurologia pediátrica e genética médica. A combinação é definida caso a caso, a partir da avaliação.
O que diferencia esse arranjo é a integração. Em uma equipe transdisciplinar, os profissionais de diferentes áreas discutem o mesmo paciente e constroem objetivos comuns, em vez de cada um seguir seu próprio roteiro. O texto sobre abordagem transdisciplinar na recuperação neurológica aprofunda essa diferença.
A fisioterapia da rede é exclusivamente neurológica. Entorses, dores musculares e outras condições sem causa neurológica não fazem parte do nosso atendimento.
Especialidades em destaque em cada unidade
O site da rede exibe, para cada unidade, algumas especialidades em destaque, sempre acompanhadas da indicação de que há outras áreas disponíveis:
- Em Maringá, aparecem o Método MEII, a neuromodulação, a terapia ocupacional com integração sensorial, a fonoaudiologia, o treinamento locomotor e a ABA.
- Em Arapongas, aparecem a fisioterapia neurológica, a fisioterapia respiratória, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia.
- Em Loanda, aparecem a fisioterapia neurológica, a ABA, a terapia ocupacional com integração sensorial e a fonoaudiologia.
- Em Colorado, aparecem a fisioterapia neurológica, a ABA, a psicomotricidade e a musicoterapia.
Essa lista mostra o que cada página destaca, e não o limite do que cada unidade oferece. Antes de agendar uma especialidade específica, a orientação é confirmar a disponibilidade e os horários diretamente com a unidade escolhida. A página de especialidades explica para que serve cada área.
Métodos e recursos de reabilitação motora
Na parte motora, a rede trabalha com métodos que combinam intensidade, repetição e tecnologia. Entre eles estão o treino locomotor, as vestes terapêuticas PediaSuit e TheraSuit, a integração sensorial de Ayres e as órteses proprioceptivas, que são dispositivos que ajudam o corpo a perceber a própria posição.
A NeuroReadaptar é a única clínica licenciada no Paraná para o Método de Estimulação Integrada Intensiva (MEII). O método organiza estímulos de diferentes áreas em blocos intensivos, com objetivos funcionais definidos na avaliação. A página de métodos descreve cada abordagem e os recursos usados.
A indicação de cada método depende do quadro, da idade e dos objetivos definidos na avaliação inicial.
Neuromodulação não invasiva
A neuromodulação não invasiva é uma técnica que aplica estímulos elétricos suaves no couro cabeludo para modular a atividade de áreas específicas do cérebro. Ela funciona como recurso complementar às terapias, nunca como substituto delas.
Na rede, o atendimento em neuromodulação começa a partir dos 2 anos. A modalidade mais usada é a estimulação transcraniana por corrente contínua, conhecida pela sigla ETCC, e em Loanda e Colorado ela é a única realizada.
O artigo sobre como funciona a neuromodulação não invasiva explica a sessão, as sensações e a combinação com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Como funciona a avaliação inicial?
A avaliação inicial é o primeiro atendimento da família na rede, em que a equipe conhece a história do paciente, observa como ele se movimenta, se comunica e interage, e define quais especialidades e objetivos fazem sentido. É dela que sai o plano terapêutico individual.
Nenhuma terapia começa antes dessa etapa, mesmo quando a família chega com uma indicação médica pronta. O pedido médico orienta, mas é a avaliação que traduz a indicação em objetivos concretos e em uma rotina possível para aquela família.
O que acontece no primeiro encontro
No primeiro encontro, a conversa começa pela queixa principal e pelo histórico. A equipe pergunta sobre gestação, parto, marcos do desenvolvimento, diagnósticos anteriores, medicações em uso e terapias já realizadas.
Em seguida, vem a observação. Com a criança, isso costuma acontecer por meio de brincadeiras e atividades. Com o adulto, por meio de tarefas do cotidiano, como levantar da cadeira, caminhar, falar e manusear objetos.
Vale levar laudos, exames, relatórios de outros profissionais e a lista de medicações, porque esses documentos encurtam a investigação.
Como o plano terapêutico é montado

O plano terapêutico é o documento que organiza o tratamento. Ele reúne os objetivos funcionais, as especialidades envolvidas, a frequência das sessões e o momento previsto para a primeira reavaliação.
Os objetivos são escritos em termos do dia a dia. Em vez de uma meta genérica de melhora motora, o plano pode trazer, por exemplo, sustentar o tronco sentado sem apoio ou subir um degrau com segurança.
Quando a família tem uma restrição de horário ou de deslocamento, isso entra no plano desde o começo. Um plano que ignora a realidade da casa costuma ser abandonado no meio, e preferimos ajustar a frequência a perder a continuidade.
Avaliação online para quem mora longe
Em Maringá, consultas e avaliações online existem para todas as áreas, o que ajuda famílias que moram mais longe a começar o processo sem viagem. Depois disso, apenas a psicologia mantém continuidade online.
As demais especialidades acontecem de forma presencial, porque dependem de manuseio, equipamentos e observação direta do movimento. O agendamento de qualquer modalidade pode ser feito pela página de agendamento da NeuroReadaptar.
Como a família acompanha a evolução do tratamento?
A família acompanha a evolução por meio de reavaliações periódicas, que comparam o desempenho atual do paciente com os objetivos definidos no plano. Os retornos são dados em linguagem clara, com o que avançou, o que ainda não avançou e o que muda no plano.
Uma das queixas mais comuns de quem chega à rede é nunca ter recebido esse retorno em outros serviços. A família sabia que o filho ia às sessões, mas não sabia dizer o que estava sendo trabalhado nem se havia evolução.
Metas funcionais e reavaliações
As metas funcionais são o que torna a evolução observável. Se o objetivo é a criança pedir água com palavras ou gestos, a família consegue perceber em casa se isso começou a acontecer, sem depender de um termo técnico.
Nas reavaliações, a equipe revisa cada meta e decide se ela foi atingida, se precisa de mais tempo ou se deve ser reformulada. A resposta varia conforme a condição, a idade e o momento do tratamento, e não existe prazo fixo que sirva para todos.
Quando uma fase intensiva termina, o plano costuma entrar em consolidação. Essa etapa mantém os ganhos conquistados com frequência ajustada, para que o que foi aprendido continue presente na rotina.
O que aprendemos com mais de mil famílias
Em mais de dez anos, acompanhamos mais de mil famílias, e um padrão se repete com frequência. Muitas chegam depois de passar por outros serviços, com a sensação de que ninguém escutou a queixa que levaram.
Uma situação comum é a de uma criança de 4 anos que chega sem sustentação de tronco, com pais que ouviram mais de uma vez que era preciso esperar. Nesses casos, o primeiro ganho costuma ser a família entender o próprio papel no tratamento e participar da rotina com mais segurança.
A fundadora da rede é mãe de uma criança com necessidades de acompanhamento contínuo, e foi dessa vivência que a NeuroReadaptar nasceu. Isso explica por que ouvir a família é a primeira etapa do nosso trabalho, e não um protocolo de atendimento.
Como funciona a reabilitação neurológica no norte do Paraná por convênio ou particular?
A reabilitação neurológica no norte do Paraná pode ser feita por convênio ou de forma particular, e a modalidade disponível varia conforme a unidade e o plano de saúde da família. Arapongas é a unidade da rede com atendimento majoritariamente por convênio, e nas demais o atendimento é predominantemente particular.
Para a família, o investimento no tratamento envolve mais do que a sessão, porque entram na conta o deslocamento, as horas de trabalho ajustadas e o tempo dedicado às orientações em casa.
O que mudou nas regras dos planos de saúde
Desde 2022, as regras sobre número de sessões nos planos de saúde mudaram. A Resolução Normativa nº 541 da ANS, de julho de 2022, em vigor desde 1º de agosto daquele ano, acabou com os limites de sessões para fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
Com isso, passou a valer a indicação do médico assistente quanto à quantidade necessária, nos planos regulamentados com cobertura ambulatorial. Ainda assim, a cobertura de cada terapia depende do contrato, da carência e do credenciamento da clínica, e precisa ser verificada caso a caso.
Como consultar a cobertura na unidade
O caminho mais seguro é entrar em contato com a unidade mais próxima, informar o plano e o tipo de contrato e confirmar quais especialidades são atendidas naquela modalidade.
Para quem é da região de Arapongas, o guia sobre terapias por convênio em Arapongas explica como funciona o pedido médico, a autorização e o início das sessões. Nas unidades de Maringá, Loanda e Colorado, a orientação é consultar a unidade sobre convênios atendidos.
Perguntas frequentes sobre reabilitação neurológica no norte do Paraná
O que é reabilitação neurológica?
Reabilitação neurológica é o conjunto de terapias destinado a pessoas com alterações no sistema nervoso central ou periférico, ou seja, no cérebro, na medula espinhal ou nos nervos. O objetivo é favorecer a funcionalidade e a autonomia em atividades como andar, falar, se alimentar, aprender e cuidar de si.
Ela atende dois grandes grupos. No primeiro estão crianças e adolescentes com condições do neurodesenvolvimento, como autismo, paralisia cerebral, atrasos motores e de linguagem, TDAH e síndromes genéticas. No segundo estão adultos com sequelas de AVC, traumatismo cranioencefálico, lesão medular ou doenças progressivas, como Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla.
O trabalho costuma envolver várias áreas ao mesmo tempo:
- A fisioterapia neurológica, voltada ao movimento, à postura e à marcha.
- A fonoaudiologia, voltada à comunicação, à fala e à deglutição.
- A terapia ocupacional, voltada às atividades do dia a dia e ao processamento sensorial.
A forma como essas áreas se organizam faz diferença na experiência da família. O modelo transdisciplinar, em que os profissionais definem objetivos em conjunto, é detalhado no texto sobre abordagem transdisciplinar na recuperação neurológica. A combinação de terapias e a frequência das sessões são definidas na avaliação individual.
Como funciona a reabilitação neurológica infantil?
A reabilitação neurológica infantil acompanha crianças cujo desenvolvimento motor, cognitivo, de linguagem ou de comportamento segue um ritmo diferente do esperado para a idade. O processo começa com uma avaliação que considera a história da gestação e do parto, os marcos do desenvolvimento e a queixa principal da família.
A partir dessa avaliação, define-se um plano com objetivos funcionais adequados à fase da criança. Esses objetivos costumam envolver sentar, engatinhar, andar, comunicar necessidades, brincar com outras crianças, aceitar novos alimentos ou permanecer em sala de aula.
As sessões costumam usar o brincar como principal ferramenta, porque é por meio dele que a criança aprende e se engaja. A participação da família é parte do método, já que as estratégias treinadas na sessão precisam ser repetidas em casa e na escola.
A idade de início depende do quadro. Bebês com histórico de prematuridade, baixo peso ou síndromes genéticas podem ser acompanhados desde os primeiros meses. Em quadros motores como a paralisia cerebral, a intervenção precoce costuma ser recomendada, e o guia sobre tratamento para paralisia cerebral em Maringá aprofunda esse tema.
Como funciona a reabilitação neurológica após um AVC?
A reabilitação neurológica após um AVC busca recuperar funções afetadas pela lesão, como movimento de um lado do corpo, equilíbrio, fala, deglutição, memória e atenção, e adaptar a rotina ao que mudou. A Organização Mundial da Saúde orienta que ela comece assim que a pessoa estiver clinicamente estável.
O acompanhamento costuma seguir algumas frentes paralelas:
- A fisioterapia neurológica trabalha força, controle do tronco, equilíbrio e marcha.
- A fonoaudiologia atua na fala, na linguagem e na segurança para engolir alimentos e líquidos.
- A terapia ocupacional trabalha as atividades da vida diária, como vestir-se, tomar banho e se alimentar.
O ritmo de recuperação varia muito entre pessoas, conforme a área do cérebro atingida, a extensão da lesão, a idade, as condições de saúde associadas e o tempo entre o AVC e o início da reabilitação. Por isso, não existe prazo fixo para a evolução.
A família também participa, porque adaptações em casa e a repetição de exercícios orientados ajudam a sustentar os ganhos. O guia sobre reabilitação pós-AVC em Maringá descreve essas etapas em mais detalhe. Os objetivos do tratamento são definidos na avaliação individual.
O plano de saúde cobre reabilitação neurológica?
Planos de saúde regulamentados com cobertura ambulatorial costumam cobrir terapias usadas na reabilitação neurológica, como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia, mediante indicação do médico assistente. Desde agosto de 2022, a Resolução Normativa nº 541 da ANS retirou os limites de número de sessões para essas quatro categorias profissionais.
Na prática, a cobertura de cada caso depende de alguns fatores:
- O tipo de contrato e a segmentação do plano, que definem o que está incluído.
- Os períodos de carência ainda em curso, que podem adiar o início das sessões.
- O credenciamento da clínica escolhida junto à operadora.
- A forma como o pedido médico descreve a terapia e a frequência indicada.
Algumas técnicas e métodos específicos podem ter regras próprias de cobertura, por isso a verificação deve ser feita terapia por terapia. A recomendação é reunir o pedido médico, a carteirinha e o contrato antes de consultar a clínica e a operadora.
O funcionamento do atendimento por plano na região de Arapongas, onde essa modalidade é predominante na rede, está descrito no guia sobre terapias por convênio em Arapongas. Nas demais unidades, a cobertura deve ser confirmada diretamente com cada uma.
Quanto tempo dura a reabilitação neurológica?
A duração da reabilitação neurológica não segue um prazo fixo. Ela depende da condição de base, da idade do paciente, do tempo decorrido desde o diagnóstico ou da lesão, da frequência das sessões e da participação da família na rotina terapêutica.
Em condições do neurodesenvolvimento, como autismo e paralisia cerebral, o acompanhamento costuma se estender por anos, com objetivos que mudam conforme a criança cresce e entra em novas fases, como a escola. Em sequelas de AVC ou traumatismo cranioencefálico, os primeiros meses costumam concentrar mudanças mais visíveis, mas a evolução pode continuar depois disso.
Em doenças progressivas, como Parkinson e esclerose múltipla, a reabilitação tende a acompanhar a pessoa ao longo da vida, com foco em preservar autonomia e adaptar a rotina.
Ao longo do processo, o plano costuma passar por fases:
- Uma fase inicial, com avaliação e definição de objetivos.
- Uma fase de maior intensidade, quando indicada.
- Uma fase de consolidação, com frequência ajustada para manter os ganhos.
As reavaliações periódicas são o que define a passagem de uma fase para outra. O papel da fisioterapia nesse percurso está descrito no guia de fisioterapia neurológica em Colorado.
Quais profissionais participam da reabilitação neurológica?
A reabilitação neurológica costuma reunir profissionais de diferentes áreas, escolhidos conforme as necessidades identificadas na avaliação. As áreas mais frequentes são:
- O fisioterapeuta neurológico, que trabalha movimento, postura, equilíbrio e marcha.
- O fonoaudiólogo, que atua em linguagem, fala, voz e deglutição.
- O terapeuta ocupacional, que trabalha atividades do dia a dia, coordenação fina e processamento sensorial.
- O psicólogo e o psicopedagogo, que atuam em comportamento, emoção e aprendizagem.
- O nutricionista, que acompanha seletividade alimentar e necessidades nutricionais.
Médicos como o neurologista e o geneticista participam da investigação diagnóstica e da indicação das terapias. Em alguns quadros, entram também psicomotricista, musicoterapeuta e analista do comportamento, este último quando há indicação de intervenção baseada em ABA.
A forma de organização dessa equipe muda a experiência da família. No modelo transdisciplinar, os profissionais discutem o caso em conjunto e definem metas comuns, o que reduz orientações contraditórias. A função de cada área está descrita na página de especialidades. A composição da equipe para cada paciente é definida na avaliação inicial.
O que é reabilitação neurológica intensiva?
Reabilitação neurológica intensiva é um formato de tratamento com maior frequência e duração de sessões em um período determinado, geralmente organizado em blocos de semanas. A proposta se apoia na neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso de reorganizar conexões a partir da repetição de estímulos.
Nos programas intensivos, diferentes áreas costumam trabalhar no mesmo dia e com objetivos integrados. Na reabilitação motora infantil, são comuns recursos como vestes terapêuticas, treino locomotor e exercícios em circuito.
A indicação de um bloco intensivo depende de alguns critérios:
- As condições clínicas do paciente e a tolerância ao esforço físico.
- A fase do tratamento e os objetivos definidos na avaliação.
- A disponibilidade da família para manter a frequência durante todo o bloco.
Depois de um período intensivo, o plano costuma seguir para uma fase de consolidação, com frequência menor e foco em manter os ganhos na rotina. Nem todo paciente tem indicação para o formato intensivo, e essa decisão é tomada na avaliação individual. Os métodos usados nesse formato estão descritos na página de métodos.
Agende a avaliação inicial na unidade mais perto de você
A reabilitação neurológica tende a ser mais consistente quando começa por uma avaliação cuidadosa e segue perto de casa, com plano individual e retorno claro para a família, e por isso convidamos você a agendar a avaliação inicial na unidade da NeuroReadaptar mais próxima ou pela página de agendamento.
Em Maringá, atendemos na Av. Cerro Azul, 2.735, Jd. Novo Horizonte, telefone (44) 99874-7920, com famílias de Sarandi, Paiçandu, Marialva, Mandaguari, Nova Esperança, Cianorte e Campo Mourão, e em Arapongas, na Rua das Rolinhas, 926, Centro, telefone (43) 98862-7575, com famílias de Apucarana, Rolândia, Londrina, Cambé, Astorga e Sabáudia.
Em Loanda, o endereço é Av. Brasil, 1.672A, Centro, telefone (44) 99829-5666, para famílias de Paranavaí, Nova Londrina, Querência do Norte e Santa Isabel do Ivaí, e em Colorado, Rua Santa Maria, 30, Jd. Santa Clara, telefone (44) 99129-7999, para famílias de Santo Inácio e Itaguajé.